Levantamento
- Inventário de todas as planilhas em uso
- Mapa da digitação repetida
- Lista do que dá para cortar já
- Relatório de devolução em oito páginas
Somos uma consultoria financeira. Atendemos empresas de 15 a 200 funcionários e prestamos cinco serviços: contabilidade gerencial e organização dos arquivos, orçamento anual e plano-realizado, apuração de custo e formação de preço, tesouraria e calendário de pagamentos, e fechamento do mês com relatórios. Começamos cronometrando o fechamento atual, antes de mudar qualquer coisa.

Antes de qualquer mudança medimos o fechamento como ele é hoje; no quarto mês medimos de novo, com o mesmo critério e o mesmo cronômetro.
Inventário de todas as planilhas do fechamento com origem e destino de cada dado, plano de contas e centros de custo, fim da digitação repetida por exportação direta do sistema, e padrão de nome, pasta e versão para cada arquivo.
Orçamento por centro de custo montado com os responsáveis de cada área e a comparação mensal entre o previsto e o realizado, com espaço reservado para o comentário do período.
Ficha de custo por linha de produto ou serviço, com as despesas que costumam ficar de fora — frete, embalagem, perda, taxa de cartão — e a base de preço que passa a valer na proposta.
Conciliação de banco e cartão, calendário de pagamentos e recebimentos, regra de aprovação por alçada e projeção de fluxo de caixa atualizada toda semana por quem cobra.
Roteiro de fechamento passo a passo, com responsável, prazo e quem assume na ausência de quem; conferências dentro do próprio arquivo e relatório mensal saindo no dia combinado.
Abra cada um: são os mesmos em quase toda empresa que fecha o mês à mão, e nenhum deles nasceu de descuido. Todos começaram como solução de emergência que ficou.
Sai do sistema, vai para a planilha do setor, de lá para a consolidada e ainda para a apresentação. Cada passagem é uma chance de erro, e o erro só aparece quando alguém desconfia do total.
«Fechamento final», «fechamento final 2», «final revisado ok». No dia da reunião ninguém sabe qual abrir.
A pessoa que monta sabe que o total «tem que dar por volta de tanto». Quando ela sai de férias, essa conferência sai junto.
Uma linha nova aqui, uma coluna ali. Comparar março com junho vira trabalho de arqueologia.
Doze passos em ordem certa, nenhum escrito. Basta uma licença médica para o mês fechar em dobro no mês seguinte.
A ordem importa. Arrumar o relatório antes de cortar a digitação repetida só deixa o erro mais bonito.
Abrimos tudo o que é usado no fechamento, uma por uma, e anotamos quem mantém, de onde vem o dado e para onde ele vai depois.
Marcamos cada número que é digitado mais de uma vez e escolhemos qual passagem some.
Trocamos a digitação pela exportação, com o arquivo caindo sempre na mesma pasta e no mesmo formato.
Padrão de nome com data, pasta por mês e a regra de quem pode gravar por cima de quê.
Somas de controle na própria planilha: se a conta não bate, a célula avisa antes de a reunião começar.
Um modelo que não muda de mês para mês, com espaço próprio para o comentário do período.
Os passos em ordem, com responsável, prazo e o que fazer quando o dado não chega.
Acompanhamos o primeiro mês com o cronômetro na mão e ajustamos o roteiro onde ele emperra.
O primeiro serve para saber o tamanho do problema. Os outros dois só fazem sentido depois dele.
Medidas tomadas com cronômetro no primeiro mês e no quarto, publicadas com autorização de cada empresa.
Antes. Fechamento levava quatro dias e sempre atravessava o fim de semana.
Depois. Passou a terminar na tarde do segundo dia, sem hora extra.
Antes. Cada unidade mandava a planilha no formato que preferia.
Depois. Todas mandam o mesmo arquivo, e o consolidado soma sem digitação.
Antes. O total do relatório mudava depois de enviado, e ninguém sabia por quê.
Depois. Arquivo com data no nome e regra de gravação; a versão enviada é a que fica.
Antes. A conferência estava na cabeça da analista que fazia havia seis anos.
Depois. As somas de controle ficaram na planilha, e ela tirou férias em janeiro.
Antes. O relatório mudava de forma todo mês e comparar trimestres era inviável.
Depois. Modelo fixo desde março; a comparação virou uma aba do próprio arquivo.
Antes. Doze passos de fechamento existiam só na memória do coordenador.
Depois. Roteiro escrito de duas páginas, seguido pela assistente na primeira tentativa.
Dúvidas comuns de quem já tentou arrumar isso por conta própria.
Não. Planilha bem feita resolve muita coisa, e trocar de ferramenta no meio da bagunça só muda o lugar do problema. Primeiro arrumamos o caminho do dado; se depois disso faltar ferramenta, dizemos exatamente qual pedaço falta.
Ao contrário: ela conduz o trabalho conosco. O objetivo é que o fechamento não dependa de uma só cabeça, não que essa cabeça saia.
Quase sempre. Lemos o que a macro faz, documentamos em uma página e mantemos o que ainda serve.
Duas semanas, com quatro horas de conversa por semana do lado da empresa.
Acontece. Nesse caso escrevemos a exportação possível e deixamos anotado, na própria página do roteiro, qual passo continua manual e por quê.
Assinamos antes da primeira reunião, e os arquivos ficam em pasta da sua empresa do começo ao fim.
No levantamento abrimos todas, uma a uma, e devolvemos por escrito o que dá para cortar já na semana seguinte.
Diga quantas pessoas participam do fechamento, quantos dias ele leva e qual sistema alimenta as planilhas.
